sexta-feira, 2 de maio de 2008

tal pai, tal filha

A Culpa é do Fidel! - a filha, em 2006. Puta do filme! Fui vê-lo sabendo apenas que era bom e divertido, já que mostrava a visão e crítica de uma criança-meio-mafalda ao comunismo. Após as letrinhas subirem (e meu tesão pelo filme também), o nome da diretora e escritora me fez alegre. Julie Gavras. Vou ao IMDB catar uma prova pra aquietar minha ansiedade e eis que a única descrição que a póbi tem é: Her father is the director Costa-Gavras. Ah! OK! =D Agora sim, tudo entendido. É, meu povo, gene é coisa séria.

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Desaparecido - o pai, em 1982. E quem quer assistir Desaparecido, Um Grande Mistério levanta o dedo aí! Pena que dele eu só assiti este, e devo isto - e muitas outras coisas - à Socorro (com crase porque é íntima =D). Mas voltando, este filme do caralho é sobre a ditadura militar no Chile, é sobre sonhos, é sobre o amor de um pai por um filho, de uma mulher por seu companheiro, é sobre a quebra da inocência de um senhor norte-americano republicano, porém decente, sobre o sonho amerciano, é sobre luta, sobre coragem, e sobre covardia, claro, mas muita covardia do governo chileno e norte-americano. Este é, aliás, um ponto bem interessante do filme, a denúncia - e Costa-Gavras adora isto - do envolvimento dos EUA nas ditaduras latino-americanas.

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Pois bem, sabendo que a garota é filha de quem é, A Culpa é do Fidel! não poderia ter outro final.

Não fosse a camisa, esta foto bem que poderia ser verdadeira.